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Monday, 11 January 2010

Moody's ameaça cortar rating
se Portugal não tomar medidas
"credíveis" contra o défice


A Moody's poderá cortar o rating de Portugal caso o Governo não implemente
medidas credíveis para controlar o défice orçamental, que deverá ter ultrapassado
os 8% do PIB em 2009, indicou um analista sénior da agência, citado pelo Financial Times.

"Se Portugal quer evitar uma redução do rating, terá de tomar medidas significativas, credíveis, para ter o défice sob controlo", afirmou Anthony Thomas, analista sénior da agência de notação financeira, citado na edição de hoje do britânico Financial Times. Qualquer decisão sobre o rating da dívida pública portuguesa irá depender do tipo de medidas que o Governo tomará para melhorar as perspectivas sobre a consolidação orçamental e a respectiva taxa de crescimento da economia, explicou o mesmo analista. Um outro analista sénior de uma agência de rating, cujo nome não é revelado, afirmou que o país enfrenta um teste crucial quando o Parlamento discutir, ainda este mês, o Orçamento do Estado para 2010. "Este orçamento é muito importante para pessoas como nós", afirma o analista, citado pelo Financial Times. "Se o Governo apresentar medidas ambiciosas para reduzir o défice orçamental, isso irá ajudar a aliviar a pressão sobre o rating", acrescentou. O Orçamento do Estado para 2010 terá de chegar à Assembleia da República até ao dia 26 de Janeiro. Entretanto, o défice orçamental português deverá ultrapassar os 8% do Produto Interno Bruto (PIB), a dívida pública deverá chegar aos 132,5 mil milhões de euros, mais de 80% do PIB, e o crescimento estimado para a economia em 2010 aponta para um valor inferior a 1%. A Moody's piorou a perspectiva da dívida publica portuguesa de "estável" para "negativa" em Outubro de 2009, depois de a Fitch ter feito o mesmo, algo que a Standard & Poor's acabou por fazer também antes do final do ano. A perspectiva negativa poderá traduzir-se numa diminuição do rating da dívida pública portuguesa num período estimado entre 12 e 18 meses, tornando o financiamento do Estado no mercado internacional mais caro. Para financiar o défice orçamental, Portugal recorre a financiamento no mercado internacional através da emissão de dívida pública a curto (Bilhetes do Tesouro) e a longo prazo (Obrigações do Tesouro). Se o financiamento se agravar, não só será mais difícil conseguir obter esse financiamento, como será necessário pagar mais pelo mesmo dinheiro (mais juros por um mesmo valor emitido de dívida).

Lusa

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