Sunday, 21 February 2010
Monday, 11 January 2010
se Portugal não tomar medidas
"credíveis" contra o défice
A Moody's poderá cortar o rating de Portugal caso o Governo não implemente
medidas credíveis para controlar o défice orçamental, que deverá ter ultrapassado
os 8% do PIB em 2009, indicou um analista sénior da agência, citado pelo Financial Times.
"Se Portugal quer evitar uma redução do rating, terá de tomar medidas significativas, credíveis, para ter o défice sob controlo", afirmou Anthony Thomas, analista sénior da agência de notação financeira, citado na edição de hoje do britânico Financial Times. Qualquer decisão sobre o rating da dívida pública portuguesa irá depender do tipo de medidas que o Governo tomará para melhorar as perspectivas sobre a consolidação orçamental e a respectiva taxa de crescimento da economia, explicou o mesmo analista. Um outro analista sénior de uma agência de rating, cujo nome não é revelado, afirmou que o país enfrenta um teste crucial quando o Parlamento discutir, ainda este mês, o Orçamento do Estado para 2010. "Este orçamento é muito importante para pessoas como nós", afirma o analista, citado pelo Financial Times. "Se o Governo apresentar medidas ambiciosas para reduzir o défice orçamental, isso irá ajudar a aliviar a pressão sobre o rating", acrescentou. O Orçamento do Estado para 2010 terá de chegar à Assembleia da República até ao dia 26 de Janeiro. Entretanto, o défice orçamental português deverá ultrapassar os 8% do Produto Interno Bruto (PIB), a dívida pública deverá chegar aos 132,5 mil milhões de euros, mais de 80% do PIB, e o crescimento estimado para a economia em 2010 aponta para um valor inferior a 1%. A Moody's piorou a perspectiva da dívida publica portuguesa de "estável" para "negativa" em Outubro de 2009, depois de a Fitch ter feito o mesmo, algo que a Standard & Poor's acabou por fazer também antes do final do ano. A perspectiva negativa poderá traduzir-se numa diminuição do rating da dívida pública portuguesa num período estimado entre 12 e 18 meses, tornando o financiamento do Estado no mercado internacional mais caro. Para financiar o défice orçamental, Portugal recorre a financiamento no mercado internacional através da emissão de dívida pública a curto (Bilhetes do Tesouro) e a longo prazo (Obrigações do Tesouro). Se o financiamento se agravar, não só será mais difícil conseguir obter esse financiamento, como será necessário pagar mais pelo mesmo dinheiro (mais juros por um mesmo valor emitido de dívida).
Lusa
Thursday, 7 January 2010

Todos sabem que Portugal tem de mudar o seu Regime Político.Todos sentem que a democracia está adulterada e cada vez mais reduzida no seu sentido.Todos conhecem as soluções de mudança, que são exigíveis, para recuperar a sociedade portuguesa.Que temos um peso da Administração pública insustentável, que teremos de privatizar os serviços.Que temos um sistema eleitoral, que beneficia a irresponsabilidade política e a mediocridade.Que temos um Regime, que é permissivo ao compadrio e à dependência dos interesses partidários, pessoais e dos interesses estrangeiros. Permissivo à corrupção e aos conluios dos interesses, que não garante a independência e autonomia dos poderes legislativo, governativo e judicial.Todos sabem que a crise não é apenas económica, mas uma crise de valores e da sociedade.Todos conhecem as soluções para o desenvolvimento económico, mas persiste-se em soluções insustentáveis.Comprometem-se gerações futuras, hipoteca-se um país, através de projectos grandiosos, que não temos condições nem de pagar, nem de beneficiar ou usufruir.Todos sabem que nenhum país sobreviverá, apenas com projectos de investimento públicos.Que nenhuma retoma económica e social será possível, apenas com uma politica de fomento de serviços, sem uma actividade produtiva dinâmica.Todos sabem que o estímulo empresarial individual, é a base essencial da recuperação, mas persiste-se no seu aniquilamento. Todos sabem que o ensino público é a garantia do nosso futuro, mas é precisamente aí que prolifera a maior das desgraças e o declínio da formação académica é uma triste realidade.Não está na falta de consciência dos políticos, o seu pecado. Pois todos conhecem a realidade e as consequências dos seus erros.O problema está em que esses políticos, apenas podem dizer e agir, de acordo com o que é fácil e á agradável de ouvir.Porque esses políticos são frágeis e apenas se conduzem pela suas carreiras e por consequência numa perspectiva de curto prazo.Porque esses políticos não pagam nunca a factura dos seus erros…nem da sua falta de coragem para encarara a realidade.Porque esses políticos são instrumentalizados e influenciados por grandes outros lobies estrangeiros.Porque não há uma cultura social de exigência, que os obrigue a seguir a premissa do Serviço Público.Não há essa cultura de exigência, porque ela não é conveniente.Todos sabemos isso e a isso somos permissivos.Um Presidente da República, dependente e reconhecido, pois foi eleito através de acordos partidários e a quem presentearam com um final de carreira política de prestígio, não tem assim nenhuma condição para fazer na sociedade este trabalho essencial e determinante, que é o de promover a exigência da sociedade civil, para com os que estão na política e no serviço público.Um Presidente da República, apenas tem de ser reconhecido para com aqueles que o homenagearam e nunca irá também pagar a factura dos seus erros.Preserva-se um sistema que não premeia o mérito na sociedade, nem o orgulho dos portugueses.A descrença está generalizada, não há motivação, cada um carpe mágoas e faz acusações, sem a ilusão da mudança possível.Como é possível então, que nem todos vejam o óbvio.Só com um Regime, em que o Chefe de Estado, não seja temporário ou provisório, que assuma o pagamento das facturas e com isso comprometa também seus filhos e toda a sua família, poderemos aspirar a que se volte a falar verdade.Só com um Chefe de Estado, que una todos no respeito pela nossa História e pela nossa Identidade como povo, poderemos aspirar a travar o caminho da dissolução.Só com um Chefe de Estado, que permanentemente enalteça as nossas potencialidades e os nossos desígnios de futuro, o poderemos construir.Só com um Chefe de Estado, livre de compromissos partidários e autónomo dos jogos e lutas político partidárias, poderemos aspirar à mudança e a que os políticos encarem com coragem e determinação a realidade.Tal como dizia Alexandre Herculano…podem correr agora com o Rei, mas um dia terão de voltar a chama-loTal como dizia Fernando Pessoa …é a Hora..
Sou um homem livre, de pensamento e atitudes, qualidade que não abdico, nem abdicarei.São as convicções, o amor e a consciência, que dita a minha postura e a minha opinião.Não há organização ou partido, capaz de me subjugar, de sufocar a minha palavra ou atitude.É nesta afinidade, com outros homens e mulheres livres, que me revejo na participação social ou nas lutas políticas.Por ser livre, sou monárquico, pois só um Rei poderá ser assim, livre também. Porque só um Chefe de Estado livre, me poderá ajudar nesta luta para permanecer livre, como gosto e quero continuar a ser.É assim na liberdade de cada um e de todos, que me revejo como monárquico.A liberdade, é o primeiro e o mais importante dos princípios monárquicos.Liberdade que implica o direito à diferenciação. O seu respeito e a sua defesa intransigente.Diferenciação de cada um de nós, diferenciação de cada família, de cada local, de cada região, de cada país e de uma Nação.A diferenciação de um povo, face aos demais, é a condição da sua liberdade…Da liberdade de cada um dos seus filhos.A diferenciação de um povo, é uma consequência da sua história.Como é nítida ainda hoje, esta diferenciação portuguesa, a identidade do seu povo, dos seus costumes, das suas tradições e da sua natureza.Identidade de um povo é a sua maior riqueza.Enaltecer a identidade é promover o orgulho de um povo e a recuperação da sua Alma.Preservar e enaltecer a identidade e salvaguardar a liberdade de cada um, é o mais nobre dos objectivos políticos.Este é assim o objectivo nobre, essencial e urgente, porque quero e preciso de lutar…A MonarquiaNão insistam mais em tentar dominar-me ou provocar a minha resignação.Só serei fiel a Portugal, porque amo o meu país, porque tenho um dever de reconhecimento pelo seu passado e tenho grande orgulho na sua gloriosa História.Nunca nenhuma organização ou partido, me poderá levar a secundarizar, ou a esquecer esta premissa, porque é uma premissa de reconhecimento, de orgulho próprio e de paixão.Organizações ou partidos, estão num outro plano da minha afirmação.Primeiro sou português e homem livre.Que se juntem os homens e mulheres, nesta afinidade.Sei que somos muitos e que muitos mais passaremos a ser…Se juntos afirmarmos na sociedade, esta postura de coerência, sairemos vencedores.Porque esta nossa afirmação, entusiasmará muitos mais.O nosso objectivo passará a ser credível e desejado.Seremos muitos a acreditar.Surgirá de novo esperança.Rejeitaremos em uníssono, todos os que nos querem amputar as raízes.Voltarão a respeitar-nos.Portugal voltará a ser grande. Porque os portugueses se uniram na sua paixão.Desígnios esquecidos, voltarão a preencher os nossos sonhos e o arrojo português voltará a fazer história.Nossos filhos, terão orgulho de nós.Portugal terá futuro.José J. Lima Monteiro Andrade


José J. Lima Monteiro Andrade

José J. Lima Monteiro Andradre
Tuesday, 1 December 2009
Portugal atravessa uma grave crise económica com reflexos políticos e sociais preocupantes. A crise financeira e económica internacional não constitui justificação suficiente para o estado em que se encontra o País: torna-se evidente que, quando esta se desvanecer, a crise estrutural interna permanecerá.O País está doente e maltratado. Adivinham-se tempos difíceis: as instituições do Estado estão fragilizadas; o desemprego aumenta e a pobreza alastra; o sistema educativo tem sido contestado por alunos e professores ; a insegurança, a criminalidade organizada – violenta e económica – e a corrupção, multiplicam-se; o poder judicial está ameaçado por falta de meios materiais e por legislação absolutamente desajustada das realidades. Nunca é demais relembrar que, onde não há Justiça, não há Democracia.São muitas as vozes autorizadas e insuspeitas – como as da Cáritas e da AMI – que têm vindo a alertar para a vergonha da pobreza estrutural que existe no nosso País – acima dos 40%. De facto, se não se agir agora, as gerações futuras não nos perdoarão!É chegado o momento de olharmos para o nosso Portugal tão desaproveitado nos seus recursos materiais e sobretudo na capacidade das nossas gentes, particularmente no interior onde me desloquei emnumerosas visitas a convite das Câmaras Municipais, tendo compartilhado as alegrias e preocupações de populações tantas vezes esquecidas.Saibamos apoiar as organizações de voluntários que generosamente trabalham para resolver os problemas, desde as mais antigas, como as Santas Casas da Misericórdia, até às mais recente, leigas ou religiosas. Torna-se imperioso que o Estado colabore melhor com elas em vez de desperdiçar recursos e prejudicar o que temos e fazemos de bem. Temos de nos lembrar que tudo o que o Estado gasta é pago por nós ou será pago pelos nossos filhos…Saibamos defender o equilíbrio do meio ambiente e da nossa paisagem humanizada, temas em que, desde sempre, me tenho empenhado e que necessitam do envolvimento de todos.Saibamos lutar pela promoção da Lusofonia e solidariedade entre os países membros da CPLP, como uma causa de importância decisiva do nosso futuro comum. Quero saudar o Brasil, terra da minha Mãe, onde a acção determinada do Presidente Lula da Silva tem possibilitado o estreitar das relações especiais que sempre existiram com Portugal.Com a União Europeia temos um válido projecto político e económico comum, mas falta-lhe uma “ alma “, porque, infelizmente, quem decidiu recusou-se a reconhecer a matriz cristã da nossa cultura…Mas é na Comunidade Lusófona que encontramos “a nossa família”, e os laços de família são mais fortes do que os interesses económicos, são de natureza afectiva. Mas nunca esqueçamos que, se não forem devidamente cuidados, o mais certo é desaparecerem…Saibamos preservar instituições fundamentais da Sociedade como a Família. Esta, como outras, está sujeita a um desgaste sem precedentes visando a sua dissolução.Ela é, na verdade, a base da construção de uma sociedade fortalecida no espírito de entreajuda, respeito pela vida humana e formação responsável, valores que, só no seu seio, são susceptíveis de ser naturalmente assimilados. Só por esta via, sairá reforçada a liberdade de consciência que permitirá, a cada um e a todos, resistir, preservando-a das crescentes tentativas abusivas de ingerência externa que pretendem impor novos conceitos de “família”.É na Família, e não pelo Estado, que já hoje – e como o futuro próximo se encarregará de demonstrar – se desenvolve incondicionalmente o verdadeiro espírito de solidariedade para com os seus membros mais necessitados, seja na doença ou na pobreza.É na Família que se constroem os alicerces de educação, respeito e disciplina, tão necessários à organização social, relativamente aos quais o Estado só consegue desenvolver acções complementares e pontuais.Tudo isto porque a vida social autêntica e equilibrada tem início na consciência individual que cada um vai formando no seu próprio ambiente familiar.Chegou a hora de acordar as consciências e reunir vontades para levantar Portugal, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse.O futuro de Portugal tem de ser encarado com esperança assente num projecto para o País tal como fez, há seis séculos e no auge de outra crise, o nosso maior herói, D. Nuno Álvares Pereira.O Condestável Nun’ Alvares colocou convicta e corajosamente, num invulgar espírito de serviço, todo o seu talento, competência e generosidade na defesa da independência e da identidade nacional, cujo projecto foi transformado num ideal grandioso de Pátria e de Missão o qual, pouco tempo depois, permitiu abrir “ novos mundos ao Mundo”.O seu exemplo de abnegação, coragem na luta pelas suas justas convicções e amor por Portugal, deverá ser fonte de inspiração para todos os Portugueses, como felizmente parecem comprovar as inúmeras manifestações civis e militares que, espontaneamente, têm surgido, de Norte a Sul, no País.Vem a propósito recordar a importância que o Condestável atribuía à liderança, disciplina e motivação nas Forças Armadas, e particularmente na formação cívica de jovens militares, numa altura em que o ColégioMilitar, a mais antiga Instituição Militar de Ensino da Europa é vítima de uma campanha de fins dissimulados. É bom realçar que, há mais de dois séculos, esta honrada e sólida Instituição tem formado gerações de jovens que vieram a prestar relevantes serviços à Pátria, quantas vezes com o preço da própria vida.Numa época conturbada como a que se vive hoje em Portugal, prepara-se, com grande despesismo, a comemoração, em 2010, do centenário da República.Tratarei desse tema em ocasião mais apropriada. Apenas saliento que a actual “terceira República“,de constituição Democrática , é bastante semelhante à Monarquia vigente em 1910. A diferença maior está na Chefia de Estado, de eleição periódica por sufrágio universal, na República, e de permanência vitalícia na Monarquia, salvo no caso dos Portugueses, democraticamente, num caso extremo, promoverem a substituição do Rei .Eu não duvido que uma Chefia de Estado independente dos poderes políticos e económicos, livre de pressões, respeitadora das instituições e defensora do seu correcto funcionamento, alheia a querelas partidárias e a favoritismos, preocupada com o longo prazo e não com imediatismos influenciados por calendários eleitorais é o complemento fundamental que a Monarquia pode oferecer a um Estado moderno.Não é por acaso que, as Democracias mais desenvolvidas e estáveis da União Europeia são Monarquias.Em vários países do Norte da Europa ouvi destacados políticos afirmarem que “vivemos em República, mas o nosso Rei é o melhor defensor da nossa República”. Chegou o tempo de os portugueses pensarem com coragem e em consciência se, o que se entende por República, não seria melhor servida por um Rei?Estou convicto que saberemos encontrar o nosso caminho, discernindo as nossas prioridades, e encontrando pacificamente, as melhores soluções para o verdadeiro progresso do País.Apelo a todos, autoridades e políticos, autarcas eleitos, empresários, agricultores, profissionais do sector público ou privado, apelo aos que se vêm no desemprego, aos estudantes e reformados, apelo à Igreja e aos cultos confessionais, aos que emigram e imigram, que ponham as suas capacidades ao serviço de Portugal.É tempo de solidariedade, é tempo de acção e de esperança num futuro melhor para as gerações dos nossos descendentes.Servir Portugal, estar próximo dos portugueses, essa foi a Herança que recebi e que aqui uma vez mais assumo, e que, com a minha Mulher, também transmitirei aos nossos filhos!Monday, 30 November 2009
Naquela manhã de 1 de Dezembro, muito cedo, dirigiram-se os fidalgos e os seus criados, todos bem armados, ao Paço da Ribeira, aonde rompendo por ele dentro, entraram nos aposentos da princesa regente, a vice-rainha Margarida Gonzaga, duquesa viúva de Mântua, prima do rei Habsburgo, que facilmente dominaram, passando a procurar então a Miguel de Vasconcelos, o português traidor secretário de Estado, aliado do valido castelhano Olivares no seu recente projecto de anexação de Portugal e outros reinos a Castela, no quadro de uma centralização à francesa, inspirada no modelo de Richelieu, que desejava aplicar à multifacetada monarquia hispânica filipina em bloco.
D. João IV chegou a Lisboa na noite de 6 de Dezembro. Nos dias seguintes houve festejos, procissões e iluminações públicas. Enquanto se preparava a cerimónia da aclamação, o rei ocupava-se a nomear embaixadores, que deveriam partir a fim de que os países estrangeiros reconhecessem a alteração dinástica em Portugal, e generais, que deviam encarregar-se da defesa das fronteiras e dos portos.
Em 15 de Dezembro de 1640, D. JOÃO IV foi finalmente aclamado Rei de Portugal. A cerimónia decorreu num grande teatro de madeira armada, revestido de preciosos panejamentos, contíguo à engalanada varanda do Paço da Ribeira, e com ela comunicante. Varanda pela qual saíu o novo rei em complicado e demorado cerimonial hierárquico para o Terreiro defronte aonde, diante da Nobreza, do Clero e do Povo de Portugal, jurou manter, respeitar, e fazer cumprir os tradicionais foros, liberdades e garantias dos Portugueses, violados pelo seu antecessor estrangeiro.
No dia 1 de Dezembro de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração da Casa de Bragança no trono de Portugal.
Finalmente, um sentimento profundo de autonomia estava a crescer e foi consumado na revolta de 1640, na qual um grupo de conspiradores da nobreza aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança.
O esforço nacional foi mantido durante vinte e oito anos, com o qual foi possível suster as sucessivas tentativas de invasão dos exércitos de Filipe III e vencê-los nas mais importantes batalhas, assinando o tratado de paz definitivo em 1668. Esses anos foram bem sucedidos devido à conjugação de diversas vertentes como a coincidência das revoltas na Catalunha, os esforços diplomáticos da Inglaterra, França, Holanda e Roma, a reorganização do exército português, a reconstrução de fortalezas e a consolidação política e administrativa.
Paralelamente, as tropas portuguesas conseguiram expulsar os holandeses do Brasil, como também de Angola e de São Tomé e Príncipe (1641-1654), restabelecendo o poder atlântico português. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse dos Habsburgo. Devido a estarem indisponíveis as mercadorias indianas, Portugal passou a só obter lucro com a cana-de-açúcar do Brasil.
Wednesday, 18 November 2009

José J. Lima Monteiro Andrade
Monday, 16 November 2009
José J. Lima Monteiro Andrade
Monárquicos desafiam República a um referendo

Em pleno dia de comemoração da República, um grupo de monárquicos lançou um desafio ao regime: quer uma alteração da Constituição, que permita a realização de um referendo. Os republicanos rejeitam o desafio, garantindo que a República é pacífica em Portugal. E o PS já diz que não muda nada.
Esta madrugada, já em pleno dia de comemoração da República, um grupo de centenas de monárquicos desembarcou simbolicamente perto do Terreiro do Paço, correu em direcção ao Largo Camões, hasteou a bandeira da Casa Real e pediu que se abrissem as portas à realização de um referendo, em Portugal, à República.
O desafio foi preparado com máxima discrição e teve de contornar vários obstáculos, explicou ontem ao DN - ainda antes da iniciativa - Paulo Teixeira Pinto, o ex-governante e ex-presidente do BCP, que agora lidera a Causa Real.
Os obstáculos começaram no sábado, quando o grupo (estavam previstos 500 defensores da causa) recebeu a informação de que não poderiam desembarcar, como o rei D. Carlos há 101 anos, no dia do regicídio, no Terreiro do Paço, mas apenas no Cais do Sodré. Continuaram com um aviso: de que a bandeira monárquica não poderia entrar a bordo - o que não impediu ninguém, nem o próprio Teixeira Pinto, de a usar, assim como de ostentar as T-shirts a dizer "Eu quero um Rei". No início da iniciativa, tudo corria como previsto, com a polícia a acompanhar o grupo.
Mas a aventura nocturna era só simbólica. Antes de entrar no cacilheiro que o levaria ao Cais do Sodré, Paulo Teixeira Pinto garantia ao DN que a sua luta, a da monarquia, "é política". No discurso que preparou para fazer, de uma varanda do Largo Camões, constava uma exigência bem definida: "Queremos suprimir a cláusula da Constituição que diz ser irremovível a República como base do sistema político português."
A questão é polémica. Teixeira Pinto diz que "só" quer trocar a palavra "República" dessa alínea constitucional pela palavra "democracia" - alegando que essa, sim, é a base do sistema político nacional. Porém, a ser aceite pelos deputados, a alteração permitiria um outro passo, que constitui o verdadeiro objectivo da acção desta madrugada: "Fazer um referendo" à República - que hoje faz 99 anos de existência.
A guerra é política e os monárquicos sabem disso. Mas não partidária, alegam. "Eu sou monárquico e nunca votei no PPM", garante. Mas o certo é que, para atingir os objectivos, ela terá sempre de contar com apoio nos partidos.
Agora, depois do discurso - que diz ser o "primeiro passo" de uma luta que quer levar até ao fim - Teixeira Pinto quer que a sua Causa Real vote o passo seguinte: levar ao Parlamento uma proposta, para que lá se discuta a mudança constitucional. É que a legislatura que começa agora é de revisão. E as novas regras da Assembleia já permitem que um grupo de cidadãos apresente propostas para votação.
Porém, nada indica que a iniciativa tenha sucesso dentro de São Bento. Vital Moreira, deputado da Constituinte de 1975 e fiel a José Sócrates, é taxativo na rejeição da proposta. "Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor."
À previsível resposta, Teixeira Pinto recorda um debate, na RTP, onde esteve com António Reis e Medeiros Ferreira, dois republicanos e socialistas que, garante, admitiram que a cláusula não fazia sentido, admitindo mudá-la. Ontem, em declarações ao DN, Medeiros Ferreira admite recordar-se desse debate, mas não do "compromisso". "Os monárquicos tiveram uma oportunidade de ouro para participar nessa discussão em 1975, mas afastaram-se. Hoje, essa não é uma questão pendente", remata o ex-deputado.
Na próxima bancada socialista, de resto, reina a desconfiança face à proposta. "A República é um caminho adequado", diz Ricardo Rodrigues. E se a proposta chegar mesmo a São Bento? "São precisos dois terços dos deputados para a aprovar", recorda o socialista.
Se a ideia ficar pelo caminho, o referendo ao regime fica excluído. Mas Teixeira Pinto promete não desistir. Este ano, promete várias acções "surpreendentes". E já se prepara para, de hoje a um ano, contar quantos republicanos e quantos monárquicos estarão nas respectivas cerimónias.
por David Dinis05 Outubro 2009,
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1381537
Friday, 13 November 2009

Almeirim, Novembro de 2009-11-13
Sunday, 8 November 2009
segurança máxima

Wednesday, 28 October 2009
seu filho D. Afonso, no jogo da Selecção Nacional, no dia 14 de Novembro, no estádio da Luz”Pensávamos que todos os monárquicos corresponderiam com naturalidade e com entusiasmo a esta Petição, que pela sua lógica, deveria ir de encontro à vontade de todos.Pensávamos que estávamos a dar um contributo positivo.Foi porém espantosa e surpreendente a reacção de muitos monárquicos sobretudo de alguns que ocupam posições de relevo e de responsabilidade.Surgiu então uma verdadeira campanha, na tentativa de travar a adesão monárquica a esta iniciativa.Os argumentos eram lamentáveis… e sobretudo ridículos.Não podemos assistir a um jogo de uma selecção que se veste de verde e encarnadoA selecção é republicanaO futebol é o ópio do povo, uma forma de alienação e D. Duarte não pode patrocinar isso.É uma inconsciência colocar a segurança de D. Duarte em risco.Os monárquicos ainda não perceberam, em particular os que assumem papeis de relevo e de responsabilidade, que ao transmitir publicamente esta imagem, estão a transmiti-la também para D. Duarte de quem se dizem apoiantes e também a colocar-nos a todos nós no mesmo cesto podre.Não perceberam que há um ditado popular, que ninguém contesta, porque existe essa Sabedoria impar no povo português…” Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és “Por isso muitos não aderem porque têm uma outra mentalidade, uma outra postura de compreensão da sociedade moderna, uma outra capacidade de compreensão para com o Povo português e para com as suas ansiedades e problemas.O futebol não é hoje o ópio do Povo, é uma das poucas alternativas de motivação e de expressão da paixão. A Selecção Portuguesa é a de todos nós portugueses e foi a mais recente motivação para a expressão do sentimento patriótico português.A bandeira verde e encarnada, é muito mais que um símbolo da República, e as minhas preferências estéticas ou de simbolismo, não podem levar a que eu me esqueça que há milhões de portugueses, que sob ela e a ela, juraram fidelidade e que há muitos que por ela morreram. Se queremos que respeitem os nossos simbolismos, teremos de respeitar sempre outros que ultrapassam em muito o mero Regime actual. Tentei compreender a razão pela qual as páginas monárquicas do facebook não aderiram á iniciativa…sempre a mesma postura… a ideia não foi nossa, portanto quem a teve que a divulgue e apoie. Um erro de atitude, muito típico, que por isso mesmo, não levo a mal, apenas lamento. Uma consequência de uma mentalidade que rejeito, porque não me identifico com ela, mas que sobre a qual nada posso fazer.Cheguei a ser acusado de inconsciente por uma Organização. Que Organização mais inconsciente e inconsistente…Enquanto a generosidade de cada um de nós e de todas as Organizações Monárquicas, não for a regra, nunca haverá a Unidade e muito menos a generalizada motivação.Tive toda uma trabalheira a responder em público, através de comentários e por mails a toda esta lamentável campanha de desmobilização. Não me interessa saber, muito menos acusar, se ela foi orquestrada por algum grupo, por alguma organização. Existiu e foi muito triste assistir à sua expressão pública. Um exemplo da mediocridade e de outras adjectivações de que nem sequer quero exprimir.Nesta tentativa de resposta acabei por deparar com um testemunho público de elevado significado patriótico e monárquico.Hélio Loureiro, fazia este sublime comentário…Sou Chefe de Cozinha da Selecção Portuguesa de Futebol á 12 anos. Eu como o meu querido colega que sempre me acompanha com a selecção, somos e seremos Monárquicos, existem muitos e bons monárquicos dentro da equipe das Quinas e não é a cor da bandeira que nos faz correr, mas antes o símbolo que no meio está e que são as armas da sereníssima Casa de Bragança e de que, D. Duarte é o legítimo Chefe.Com muita amizade e viva a Selecção Portuguesa de Futebol, viva o ReiFoi então que recebi um telefonema de José Tomaz Melo Breyner. Ele tinha tido a consciência, como nobre monárquico que é, do que estava em causa e informara D. Duarte sobre a Petição, que pretendia a sua presença. D. Duarte de imediato achou excelente a ideia e manifestou logo toda a disponibilidade e interesse em estar presente.José Andrade

















